Alemanha condena jihadista à prisão perpétua por massacre na Síria

Acusado de dois homicídios e de ordenar morte de 17 agentes de segurança em Tabka, sírio integrante de grupo extremista entrou no país europeu como refugiado.

Três primos do jihadista também são condenados.

Foto de 2015 mostra membros da frente Nusra, da Al Qaeda, caminhando em frente a um incêndio causado por curto circuito enquanto crianças observam da calçada em Idlib, na Síria Ammar Abdullah/Reuters Um tribunal em Stuttgart, no sul da Alemanha, condenou nesta segunda-feira (13) à prisão perpétua um sírio, de 31 anos, acusado de dois homicídios e de liderar um massacre na Síria em 2013, quando fazia parte do grupo extremista jihadista Frente al-Nusra. Abdul Jawad al-K.

foi considerado culpado pelo assassinato de duas pessoas e por ter participado da morte de outras 17 no norte da Síria como líder de um grupo rebelde.

As vítimas eram membros das forças de segurança sírias capturados durante os primeiros anos do conflito.

Eles foram executados num depósito de lixo próximo à cidade de Tabka, num massacre que ocorreu em 2013. Outros três sírios foram condenados a penas de prisão que variam três a oito anos.

Eles eram parentes de Abdul e faziam parte do mesmo grupo extremista.

Todos os quatro entraram na Alemanha como refugiados e viviam até o julgamento em diferentes cidades do país. Abdul entrou na Alemanha em outubro de 2014 e vivia em Leimen, na região de Heidelberg, até ser preso.

As autoridades alemãs chegaram a ele depois de ouvir um sírio durante a sua entrevista no processo de requerimento de asilo. Promotores alemães têm investigado supostos rebeldes e membros das forças de segurança sírios que cometeram crimes de guerra e crimes contra a humanidade e que vivem atualmente no país para levá-los à justiça. Em outubro, promotores alemães anunciaram acusações contra dois supostos ex-oficiais do serviço secreto sírio por tortura, participação de estupros em massa e crimes contra a humanidade. Os promotores também acusaram um iraquiano e sua esposa alemã pelo homicídio de uma menina yazidi e por deixar um menino de cinco anos morrer de sede.

Ambos eram membros do Estado Islâmico (EI). Em 2011, forças de segurança da Síria iniciaram uma brutal repressão contra protestos antigoverno que exigiam a queda de Bashar al-Assad.

A insatisfação popular deu início a prolongado e multifacetado conflito, com o envolvimento de grupos militantes, atores regionais e superpotências. Durante esse período, ativistas teriam documentado uma infinidade de crimes de guerra e contra a humanidade cometidos por rebeldes islâmicos e forças do regime.

Relembre no vídeo abaixo, de 2018. ONU aponta violações graves dos direitos humanos na guerra civil da Síria.

Categoria:Mundo