Confrontos em Bagdá, no Iraque, deixam mortos e mais de 30 feridos

Dois manifestantes foram baleados e um foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo.

Manifestantes antigovernamentais se reúnem enquanto forças de segurança bloqueiam a rua Al-Rashid durante confrontos em Bagdá, no Iraque, nesta sexta-feira (22) Hadi Mizban/AP Confrontos entre manifestantes e forças de segurança deixaram três mortos e 30 feridos, nesta sexta-feira (22), em pontes que levam a importantes instituições em Bagdá, no Iraque, segundo fontes médicas.

Em dois meses de protestos contra o governo, o número de mortos já passou de 340 e mais de 15 mil pessoas ficaram feridas em Bagdá e no sul do país.

Já passa de 300 o número de mortos em protestos no Iraque Dois manifestantes morreram após serem baleados e o terceiro foi atingido por uma granada de gás lacrimogêneo, que é uma arma química denunciada no Iraque por ser de tipo militar e dez vezes mais agressiva que a usada em outras partes do mundo.

Na capital iraquiana, os manifestantes ocupam a emblemática Praça Tahrir dia e noite e montaram acampamentos em três pontes - Al Jumhuriya, Senek e Al Ahrar - que levam à Zona Verde, onde estão localizados o parlamento e embaixadas dos Estados Unidos e do Irã. Em 1º de outubro teve início uma onda de protestos em Bagdá e no sul do país, que coloca em xeque o governo de Adel Abdul-Mahdi.

As manifestações não têm liderança única e foram organizadas pelas redes sociais. Nos atos, jovens formados em universidades iraquianas protestam contra a dificuldade em se encontrar emprego em um país sem dinheiro, mas que é rico em petróleo.

Eles também pedem a reconstrução do sistema político e a renovação da classe política no poder.

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